Carta de Renúncia - Estêvão I


KAISER ESTÊVÃO I
POR MERCÊ DE DEUS E DO SACRO IMPÉRIO AUSTRO-HÚNGARO
IMPERADOR DA ÁUSTRIA-HUNGRIA 

    A todos que estas lerem ou tomarem conhecimento, continencio-vos.

Eu, Estêvão I, pela graça de Deus, Sacro Imperador dos Germânicos, Kaiser da Áustria, Rei Apostólico da Hungria, Rei da Boêmia, Dalmácia, Lombardo-Vêneto, Galícia e Lodoméria, Croácia e Eslavônia, Baviera e Saxônia, entre outros reinos, Defensor Perpétuo dos povos germânicos e austro-húngaros, com a autoridade que me foi conferida pela coroa austríaca e pela benevolência divina, venho, com este ato solene e de enorme peso em meu coração, renunciar à Coroa Imperial e ao Trono que me foi confiado.

Nunca foi o desejo deste servo de Deus ostentar o título de Imperador. Desde a minha ascensão, marcada pelas intrincadas forças do destino, aceitei a coroa não como um trono de glória, mas como uma cruz que carreguei com piedade. O reinado que agora findo foi um tempo de estabilidade e progresso, mas também de perdas profundas. Muitos dos que iniciaram esta jornada ao meu lado não estão mais aqui, suas ausências ressoam como ecos de um passado que moldou o presente.

Sob minha liderança, buscamos sempre a diplomacia como o principal estandarte do Império. Este será, talvez, o meu maior legado: a habilidade de construir pontes onde outros erigiriam muros. Sempre acreditei que as palavras, quando sabiamente escolhidas, poderiam deter exércitos, e que a paz conquistada pela diplomacia é mais duradoura do que qualquer vitória no campo de batalha.

Ainda assim, soube que, em momentos de necessidade, o Imperador deve erguer a espada e conduzir seu povo em defesa da nação. Recordo-me da firmeza que demonstrei quando a Holanda buscou subjugar o povo da Indonésia, que estava sob a proteção de nossos ideais de soberania e justiça. Como estrategista militar, agi não pela glória, mas pela necessidade de defender os princípios que sustentam o Império.

Adicionalmente, é com humildade que recordo ter sido durante meu reinado que outorguei a Constituição Imperial, estabelecendo os fundamentos de um governo monárquico, constitucional e representativo. Este ato, fruto de intensas reflexões e diálogos, foi guiado por meu desejo de garantir justiça, equilíbrio e direitos aos povos do Império, assegurando que a administração fosse um reflexo da unidade e diversidade que nos define.

Minha devoção à fé cristã norteou cada decisão e cada ato de meu governo. Rezei incessantemente pela prosperidade do Império e pela salvação de cada um de seus filhos. A Virgem Santíssima, nosso refúgio, e Santo Estêvão da Hungria, nosso excelso padroeiro, foram minhas guias em tempos de dificuldade.

Portanto, por esta carta, decreto minha abdicação e retiro-me para a contemplação e oração, confiando o destino do Império a Deus e ao meu sucessor. A dissolução de minha figura imperial não é um sinal de fraqueza, mas sim a entrega ao ciclo natural da história, que sempre avança, muitas vezes além da vontade de um homem.

Peço aos povos do Império que permaneçam unidos, que cultivem a paz e que sigam em harmonia, sustentando os valores que construímos juntos. Que este glorioso Império continue a brilhar como um farol de cultura, justiça e fé para o mundo.


Dito isso, eis o Testamento Sucessório:

Com base nos princípios de continuidade e unidade, nomeio os seguintes sucessores ao trono e suas responsabilidades, pela ordem abaixo descrita:

1. Minha coroa e os direitos plenos ao trono imperial serão transmitidos ao meu primogênito, Príncipe Ernest Alfons de Habsburgo-Lorena, herdeiro legítimo e de linhagem direta. 

2. Na ausência ou incapacidade do primeiro sucessor em assumir o trono, o título imperial será conferido ao meu sobrinho, Duque Louis de Habsburgo-Lorena.

3. Se Deus determinar que nem Rudolf nem Louis possam ascender ao trono, a coroa será entregue à minha irmã, Duquesa Maria Karolina Pia de Habsburgo-Lorena.

4. O sucessor ao trono assume o dever de proteger os direitos dos povos germânicos e austro-húngaros, preservar a integridade do território imperial, e assegurar que a fé cristã continue sendo o alicerce moral de nosso governo. A continuidade da diplomacia pacífica e a manutenção da força militar devem andar lado a lado, sempre guiadas pela justiça.

5. Peço aos povos do Império que permaneçam fiéis ao sucessor designado, honrando a ordem de sucessão como meio de preservar a unidade e a prosperidade. Que toda transição de poder seja marcada pela paz e pelo respeito às instituições que sustentam esta nação.

6. Rogo à Santíssima Virgem Maria e a Santo Estêvão da Hungria que abençoem e guiem os sucessores que nomeei, iluminando seus caminhos e fortalecendo seus espíritos para liderar este glorioso Império nos anos vindouros.

Encerro, humildemente, rogando a Deus que abençoe nossa amada nação e cada um de seus filhos e filhas.



IMPÉRIO AUSTRO-HÚNGARO
INDIVISÍVEL, INSEPARÁVEL E INABALÁVEL!

Dado e Passado no Palácio de Hofburg, em Viena - Capital Imperial, aos 25 dias do mês de Janeiro, do ano de 1960, sob o selo e assinatura de Estêvão I, Kaiser da Áustria, e agora Estêvão I, Emérito.